quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sublime

Assim este sóbrio, demais. poeta sem rimas
Sequestrado por atrasos, vem descreve-la
Como? assim inundado por tuas cores sublimes?
Embriagado. de certo em delírio ao seu toque

Em meus olhos cerrados. você figura, no escuro
Ante as pálpebras, sonhada, delicioso sorriso
Quimera. onde quer que olhe, tua marca
Que arde, imolada em minha perspectiva

Seu gosto, a graça da nascente. exsurgente,
Afogo, e me lavo. pela boca, então as lentes
E decifro a minha febre

A descreve assim, o poeta. infestando de si o papel
Contaminado por ela. e sangra, transformado
Pelo cheiro que é só teu

Gustavo Rezende