segunda-feira, 29 de junho de 2015

Atrito

Desaparece, na solitária
Bravura do silêncio, a tessitura
Friccional do movimento

Sob o espírito cerrado das Eras,
fantasmas e imagos trepidam,
Fictícios como as memórias narradas
Nos versos motrizes do tempo

E o calor, filho bastardo
Entre Atrito e Momento
Agora calado e em suspenso
Dorme aflito, porém liberto –

A trama dos últimos instantes
É sopro moroso que a estática
Clama, cada suspiro e fragmento,
À nulidade métrica das inquietações

Gustavo Rezende

P.ost S.criptum
Do começo de Junho.