terça-feira, 28 de julho de 2015

Para desmoronar

quero me rasgar
do saber
me despir do
cimento
deixar de estar pó
expelir toda a areia e
desmoronar-me, não concreto
em puro deserto
marginalmente vivo
e frondosamente
seco

quero arder ao sol
sem trégua
nem água
e a oferecer, além do chão
nada
sem sombra
nem fala
só um assovio
do tempo
que o vento rouba
e, sem destino
deixa soprar

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